sexta-feira, 3 de julho de 2015

minha relação com a politicagem

Eu fui entender ontem porque o facebook me deixou com tanta preguiça de política. Tava só no sentimento, mas ontem eu troquei uma ideia da hora com uma galera que fez meus pensamentos virem á tona.
Sobre redução da maioridade penal. Foda. Muito foda. Primeiro que encarcerar é uma dos meios que faz menos sentido na tentativa de reabilitar á sociedade pessoas ''criminosas''. Aí vem os tontos na câmara e seus seguidores achando que colocar seres humanos ainda mais novos numa prisão vai adiantar alguma coisa pra melhorar a vida das pessoas. Prender as pessoas que já estão sendo presas já não adianta, prender pessoas ainda mais crianças vai adiantar como?
Eu fiquei irritada com as pessoas todas a favor a redução da maioridade penal, mas também fiquei com as pessoas contra. Todos focamos tanto nas coisas mais erradas que a política brasileira tá fazendo e esquecemos de olhar as coisas absurdamente erradas que a política, e não só a brasileira, já fez e está fazendo a muito tempo.ENCARCERAR NÃO DÁ CERTO. É ERRADO, eu odeio usar o termo 'errado', mas não tenho dúvidas de que É SIM errado, privar uma pessoa de sua liberdade de ir ver as pessoas que quiser, na hora que quiser, onde quiser só serve pra deixar ela mais perturbada, irritada, enraivecida e talvez psicótica. Existem pessoas que tem pavor físico com a prisão, e tem nome pra isso, nome que todo mundo conhece; Claustrofobia. E aí vamos todos prender pessoas desajustadas á sociedade pra deixar com que elas sintam o quão opressor pode ser um ambiente que não permite que elas se movam. Como se cultivar uma claustrofobia dentro de pessoas que não a tem fosse resolver o problema de desajuste que ela tem com a sociedade.
Além disso, preciso dizer que se estar desajustado a essa sociedade é ser criminoso, eu tenho muito muito orgulho de ser criminosa. Se tem uma coisa a qual eu não quero me ajustar é essa sociedade depravada, distorcida, degradante, cultivada em cima de um monte de definições perturbadas, em cima da ganância,em cima do patriarcado, do racismo, da homofobia, da transfobia, em cima de todas as intensificações das características mais horríveis do ser humano; essa sociedade que não sabe o que é amor, confiança, apoio mútuo, que não sabe o que é educar, não sabe pensar na formação de uma pessoa, não sabe ver o humano como humano, só sabe construir uma porrada de instituições que desumanizam. Todo humano se encaixa na definição de criminoso dada pela sociedade de hoje.
Assim sendo, sou humana portando sou criminosa. E com orgulho.


                                                                                                                       -BHK2015

Pessoas e Sentimentos

Eu cansei já. Mas não é como se conseguisse fugir. Pessoas e sentimentos já estão dentro de mim.
Toda vez que engulo os sentimentos eles ficam guardados no meu subconsciente e explodem nos momentos mais errados. Errados no sentido desconfortável, porque são todos os momentos, qualquer momento é errado pra se soltar essa bomba de sentimentos. Ela é sempre demais pra qualquer ato da realidade.
Mas pessoas. Pessoas me cansam muito. Todas e cada uma exigem da minha compreensão, empatia e paciência. E eu sei me jogar. Eu sei dar tudo de mim. E dou. E minhas energias se esgotam. Vale a pena. Mas é um cansaço inexplicável que vem depois.
Aí tem casos de pessoas que consomem minhas energias sem que isso gere algo produtivo. Só consomem. São pessoas sensacionais, em pensamentos, características, e sentimentos, pessoas que me fascinam e me fazem querer mais. E aí meu cérebro se deixa consumir por essa vontade intensa, vontade de conviver com essas pessoas. E o cansaço que vem desses casos me frustra, porque é muito inútil, é improdutivo, é só minha vontade. Me deixa com raiva de não poder trancar meu coração dentro de um baú, feito Davy Jones.
Além disso, tem outro cansaço, é meio que só uma dor. As pessoas são sensíveis. ás coisas que você fala, ás coisas que você faz, ás coisas que você pensa, ás coisas que você sente. É muito trabalho de pensamento pra conseguir conviver com as pessoas sem deixar elas magoadas, enraivecidas, confusas, apaixonadas, sem deixar elas com todos aqueles sentimentos que a língua não tem palavras pra representar. E aí eu fico triste, eu vejo as coisas que fiz e disse que deixaram as pessoas assim e me arrependo. E dói. O arrependimento só dói. E aí soma com o cansaço a mais de pensar o que fazer agora que eu já fiz cagada. Então só da preguiça de pessoas e sentimentos.

Eu cansei de continuar pensando e falando disso. Preguiçei de continuar. Então é isso aí.

                                                                                                                  -BHK2015

terça-feira, 30 de junho de 2015

sobre o principio da incerteza e pa

mano, acho que existem infinitas variaveis desconhecidas quem é o ser humano pra achar que cunhece tudas as variavel, meu >ah mas não quer dizer que acredito que continue, é só uma impossibilidade de concluir se há algo ou não < eu cunhei isso de principio da incerteza [se alguem nao tiver cunhado antes] eu só nao acredito em 100%s matematicamente o cem porcento só é alcançavel se voce souber e considerar todas as variaveis e COMO considerar TODAS as variaveis se as variaveis existentes são infinitas nenhum resultado cientifico é perfeito considerando isso onde e quando vc pode ter certeza de algo bota isso com a relatividade e vc ve a não certeza em todas as coisas inclusive a morte por exemplo eu tenho uma teoria de que se a gente nao fosse viciado a gente seria imortal se outro gás que nao o oxigenio fizesse a acepção dos eletrons da nossa respiração celular um gás que não oxidasse nossas celular a gente nao envelheceria a gente morreria e pa mas via assasinato ou doença nao via velhice ia ter uma hra que a gente simplesmente nao ficaria velhinho caquetico saca? é só uma teoria, claro eu nao tenho mais nenhum embasamento pra pensar isso >então, vida que sobrevive sem oxigenio é possível< yup >agente tem isso em oceano profundo< >ou a famosa quimiocintese< mas eu tou falando da nossa especie memo >é que pra mim a nossa espécie é a nossa espécie justamente/inclusive porque agente usa oxigenio< se o lamarckismo nao tivesse sido desqualificado dava pra meter as pessoas pra respirar amonia e esperar elas desenvolverem sim, viraria outra especie >por exemplo, se você em um mundo possível tivesse usando uma roupa de cor diferente da agora, e só isso mudasse todo o resto do universo todo fosse identico< >essa pessoa de roupa diferente não é vocÊ< eu seeei seria sim outra especie mas daria na mesma saca? o fato da camiseta ser diferente nao quer dizer que eu nao seja humana >sim, você continua sendo humana< >mas nunca pensei nessa perspectiva como caracterizar a humanidade< >mas oque te faz pensar que existem infinitas variaveis, sendo que você mesma afirma a não crença nos 100%s?< poizé né acho que a vida é um paradoxo mesmo nao tenho certeza posso estar errada o numero de variaveis pode ser finito mas na minha cabeça ainda é um numero tao grande que em comparação com o numero de variaveis que o conhecimento humano conhece parece infinito

quinta-feira, 14 de maio de 2015

nuvens?

Foi um baque.
Estava eu, incomodada com montes de dores no corpo todo, moída de dormir, lutando contra o facebook, que me devorou por mais de uma hora, toda sonolenta, com raiva de ter coisas pra fazer, com preguiça de sair pra comprar cigarro, e aí, venho pro quarto pra escrever a porcaria de uma resenha de um texto que não entendi coisa alguma, que tenho que entregar hoje. Abro o face pra perguntar até que horas tenho que entregar esse treco e do nada você aparece, com um som, que eu, ansiosa, decidi ouvir na hora. Tentei em vão me concentrar em algo mais, ouvi seu vocal e estremeci, num arrepio de surpresa. Minhas dores do corpo passaram, meu sono passou, minha raiva passou, meu frio passou. Eu tirei o roupão quentinho no meio dá sua música, e no fim o sol lá de fora me acordou tanto que eu fui sentindo o mundo como nunca antes. Eu tive que sair, comprar cigarro, tinha que me acalmar, minhas mão estavam suando como não suavam a um ano.
A um ano que eu me acostumei a ficar sozinha sem me sentir sozinha, ainda que as vezes me sentisse sozinha mesmo em companhia de alguém. Já aprendi a não deixar as coisas me abalarem, já descobri como bloquear os sentimentos que acabam comigo.
Sempre que lembrava de você buscava pensar que só queria muito que você estivesse feliz. Evitando sentir a saudade. Me acostumei a pensar só assim.

Agora não deu, agora tudo que eu bloqueei saiu de repente.
De repente tudo ficou bem.

Exceto a saudade, que eu voltei a sentir.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Diálogo Imaginário

Olha que bosta. Olha que grande e imensa bosta. Tudo isso que dá pra ver á nossa volta. Uma grande e fedorenta bosta. Tão bonita por fora, mas tão bosta por dentro.
Eu olho pra essa grande bosta e me da nervoso que ela existe, que ela é do jeito que é, que eu não posso fazer nada pra mudá-la. Quando eu sinto a realidade eu sinto tanta dor, por tantos motivos, combinados, que me dá desespero, e depois que bate o nível máximo de desespero resta só desesperança. Aí eu tento me minimizar, não sei bem porque, acho que deve ser pra ver como dá pra viver num mundo sem bosta. Eu imagino como uma formiga que vive pra sua sociedade, que sabe que sua função é vital pra sua sociedade, mas aí eu penso, até que ponto ela sabe mesmo? Talvez ela só faça tudo porque pra ela é natural, e ela não tem nenhum sentimento do quanto a sociedade necessita realmente do trabalho dela. E pra formiga isso é de boa. Pra mim não seria. Eu passo a olhar pra sociedade da formigo e penso, que bosta. Dá pra viver como a formiga no seu mundo achando que ele não é bosta mas isso não quer dizer que não seja. No fim, é sim. Bosta igual a minha realidade.
A gente olha pra esse monte de bosta que precisa ser mudada e sabe que não consegue mudar tudo. Aí vem aquela coisa de desistir, de parar de tentar fazer algo pra mudar qualquer coisa. De tocar a vida, pra cuidar de si mesmo, de ser feliz.
Pra mim isso é ser adulto.
Eu não quero soar Peter Pan mas eu tenho medo de crescer. Esse pensamento e sentimento todo me brota várias vezes, e cada vez bate menos forte. Menos doído. Como se cada vez que eu pensasse, o lado que quer continuar lutando fica mais fraco, e o lado que quer desistir, mais forte. E talvez isso seja estar crescendo. Um professor meu de história uma vez disse que era foda, ele tinha 25 anos, acho, e disse que já sentia a fita de estar ficando adulto, e que era foda. Talvez fosse disso que ele estava falando. Talvez ele só tivesse falando que tava careca muito cedo. Mas prefiro pensar que não.
A coisa é que eu não sei mais se quero continuar torcendo pro lado que continua lutando ou pro lado que quer desistir e tocar a vida. Toda vez que bate esse pensamento e sentimento todo eu sinto que tou torcendo mais pro lado que quer aceitar a bosta e tocar a vida.
Desculpa, eu tou te deprimindo.

Olha, eu fico deprimido por vários motivos, com várias coisas, pequenas ou grandes, quase todo dia, mas você conseguiu.

É, desculpa.

Mas, sabe, eu não tou exatamente triste, deprimido sim, mas não triste. Não é a mesma coisa.
Eu me identifiquei com a sua luta interna. E acho que isso me faz me sentir, na verdade, bem. Saber que você luta assim também meio que me faz me sentir, digamos, menos sozinho. E isso acaba que me faz sentir bem.

Me faz sentir bem também.
Vem na cabeça aquela música do Judas Priest, United. Que sempre me fez sentir bem. Aí eu fico pensando se a união dita assim como na música é como ''estar junto'', como ''lutar junto''. E não tem como saber se é mesmo ou não...

... e o fato dessa segunda pessoa do meu diálogo ser só imaginária me faz sentir triste. Bem triste, não só deprimida, triste também. Bastante.




                                                                                                                                         - BHK2015

sábado, 18 de abril de 2015

A barata que me entrou pela janela

Mêu, e essas pequenas loucuras da vida
Vim dormir na sala e sei que vou ser devorada por pernilongos.
Fugi pro bar e sabia que mamãe ia me encher o saco.
Encontrei os amores e fritei que quero sempre mais.
Voltei pra casa e vou ser devorada por pernilongos.

Mas e aí? E agora?

E aquela sinuquinha que eu queria que rolasse no bar fechado?
E o rolê que eu queria fazer mas mamãe vai me sequestrar pra são paulo?
E esse apitar do meu ouvido que me enche o saco que não tem nem um ritmo pra me alegrar?
E aquele livro que ta dominando meu dia a dia que tá representando a minha vida muito bem?
E aquele cara que tá lá e não tá lá?
E aquela amiga que tá lá e tá sempre lá?
E aquele b.o. que fica em casa e mora com você?
E aquele apitar que muda o ritmo e não me alegra?

A fita é que a barata era só paranóia, eu vou ser devorada por pernilongos.




sábado, 7 de fevereiro de 2015

Moron strikes again.

I just stopped to read her whole message. As I imagined I regret it.
She asked me Why.

I can't just say ''honestly, I also forgot Why''

I mean.... that was probably the only thing I really managed to forget. Every time I talk to people about almost anything slightly important she comes to my mind and I mention her to people like 'that best friend I don't talk to anymore'. Some of my friends already know her name.
I live in a house with a couple of friends in Campinas now. Sometimes when I'm there I just think of how awesome would it be if she could be here with me. And then I get sad.

But after all this time I don't think we would even manage to have a friendship. I changed into something I know she sort of hate. Only in futile details, I think. I mean... I've been wearing colorfully now. I'm listening to happy and meaningless music, not only heavy progressive rock. I hang out with some sexist friends who are kinda stupid, like, she would be too much cool for them. Also, she was that loner, liked to have just a few friends. I have a bunch of friends now. Some I live with. Some of my class. Some of my bar. 3 or 4 major groups of friends. I get along quite well with most of them. And she was always so jealous of people I fell in love with and of people I called close friends that she refused to become friends with them... although there's Ken, whom she's still friends with, I guess.
If I could bring her back to my life I'd want her to be friends with my friends. And I don't think that's even possible. I don't know.

Maybe I just don't know how to get things right after one full year apart.

I sometimes see myself wondering how is she doing with her live. Wonder if she's still with that boyfriend. With that band. With that dog. With those parents. I even consider asking some things to some of her friends I think she still talks to. But then I just give up.

I just don't have the guts to talk to her, to search her.

There is one thing she did that really hurt me. Nowadays I think I overreacted, I don't know.
I spent 3 and a half years away, out of town, I lost all friends from São Paulo. Then I finally get back. Back to town, we were in the same city again, what she claimed to be missing. - actually, she said I didn't travel for her as she traveled for me. And there was once I traveled for that guy I was in love with, not only for her. And then I end up not going to find him but whatever - and there was I, in a city I had only her, and she decided to be mad at me. To avoid me. Leaving me with poliedro and my depression. It was horrible. Awful. Painfull. I started walking around with people I didn't really like because otherwise I would just be literally alone.

I never got over that.
But now it doesn't seems to be reason enough. So I guess I just don't really now Why.




Miss you

Moron