terça-feira, 30 de junho de 2015

sobre o principio da incerteza e pa

mano, acho que existem infinitas variaveis desconhecidas quem é o ser humano pra achar que cunhece tudas as variavel, meu >ah mas não quer dizer que acredito que continue, é só uma impossibilidade de concluir se há algo ou não < eu cunhei isso de principio da incerteza [se alguem nao tiver cunhado antes] eu só nao acredito em 100%s matematicamente o cem porcento só é alcançavel se voce souber e considerar todas as variaveis e COMO considerar TODAS as variaveis se as variaveis existentes são infinitas nenhum resultado cientifico é perfeito considerando isso onde e quando vc pode ter certeza de algo bota isso com a relatividade e vc ve a não certeza em todas as coisas inclusive a morte por exemplo eu tenho uma teoria de que se a gente nao fosse viciado a gente seria imortal se outro gás que nao o oxigenio fizesse a acepção dos eletrons da nossa respiração celular um gás que não oxidasse nossas celular a gente nao envelheceria a gente morreria e pa mas via assasinato ou doença nao via velhice ia ter uma hra que a gente simplesmente nao ficaria velhinho caquetico saca? é só uma teoria, claro eu nao tenho mais nenhum embasamento pra pensar isso >então, vida que sobrevive sem oxigenio é possível< yup >agente tem isso em oceano profundo< >ou a famosa quimiocintese< mas eu tou falando da nossa especie memo >é que pra mim a nossa espécie é a nossa espécie justamente/inclusive porque agente usa oxigenio< se o lamarckismo nao tivesse sido desqualificado dava pra meter as pessoas pra respirar amonia e esperar elas desenvolverem sim, viraria outra especie >por exemplo, se você em um mundo possível tivesse usando uma roupa de cor diferente da agora, e só isso mudasse todo o resto do universo todo fosse identico< >essa pessoa de roupa diferente não é vocÊ< eu seeei seria sim outra especie mas daria na mesma saca? o fato da camiseta ser diferente nao quer dizer que eu nao seja humana >sim, você continua sendo humana< >mas nunca pensei nessa perspectiva como caracterizar a humanidade< >mas oque te faz pensar que existem infinitas variaveis, sendo que você mesma afirma a não crença nos 100%s?< poizé né acho que a vida é um paradoxo mesmo nao tenho certeza posso estar errada o numero de variaveis pode ser finito mas na minha cabeça ainda é um numero tao grande que em comparação com o numero de variaveis que o conhecimento humano conhece parece infinito

quinta-feira, 14 de maio de 2015

nuvens?

Foi um baque.
Estava eu, incomodada com montes de dores no corpo todo, moída de dormir, lutando contra o facebook, que me devorou por mais de uma hora, toda sonolenta, com raiva de ter coisas pra fazer, com preguiça de sair pra comprar cigarro, e aí, venho pro quarto pra escrever a porcaria de uma resenha de um texto que não entendi coisa alguma, que tenho que entregar hoje. Abro o face pra perguntar até que horas tenho que entregar esse treco e do nada você aparece, com um som, que eu, ansiosa, decidi ouvir na hora. Tentei em vão me concentrar em algo mais, ouvi seu vocal e estremeci, num arrepio de surpresa. Minhas dores do corpo passaram, meu sono passou, minha raiva passou, meu frio passou. Eu tirei o roupão quentinho no meio dá sua música, e no fim o sol lá de fora me acordou tanto que eu fui sentindo o mundo como nunca antes. Eu tive que sair, comprar cigarro, tinha que me acalmar, minhas mão estavam suando como não suavam a um ano.
A um ano que eu me acostumei a ficar sozinha sem me sentir sozinha, ainda que as vezes me sentisse sozinha mesmo em companhia de alguém. Já aprendi a não deixar as coisas me abalarem, já descobri como bloquear os sentimentos que acabam comigo.
Sempre que lembrava de você buscava pensar que só queria muito que você estivesse feliz. Evitando sentir a saudade. Me acostumei a pensar só assim.

Agora não deu, agora tudo que eu bloqueei saiu de repente.
De repente tudo ficou bem.

Exceto a saudade, que eu voltei a sentir.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Diálogo Imaginário

Olha que bosta. Olha que grande e imensa bosta. Tudo isso que dá pra ver á nossa volta. Uma grande e fedorenta bosta. Tão bonita por fora, mas tão bosta por dentro.
Eu olho pra essa grande bosta e me da nervoso que ela existe, que ela é do jeito que é, que eu não posso fazer nada pra mudá-la. Quando eu sinto a realidade eu sinto tanta dor, por tantos motivos, combinados, que me dá desespero, e depois que bate o nível máximo de desespero resta só desesperança. Aí eu tento me minimizar, não sei bem porque, acho que deve ser pra ver como dá pra viver num mundo sem bosta. Eu imagino como uma formiga que vive pra sua sociedade, que sabe que sua função é vital pra sua sociedade, mas aí eu penso, até que ponto ela sabe mesmo? Talvez ela só faça tudo porque pra ela é natural, e ela não tem nenhum sentimento do quanto a sociedade necessita realmente do trabalho dela. E pra formiga isso é de boa. Pra mim não seria. Eu passo a olhar pra sociedade da formigo e penso, que bosta. Dá pra viver como a formiga no seu mundo achando que ele não é bosta mas isso não quer dizer que não seja. No fim, é sim. Bosta igual a minha realidade.
A gente olha pra esse monte de bosta que precisa ser mudada e sabe que não consegue mudar tudo. Aí vem aquela coisa de desistir, de parar de tentar fazer algo pra mudar qualquer coisa. De tocar a vida, pra cuidar de si mesmo, de ser feliz.
Pra mim isso é ser adulto.
Eu não quero soar Peter Pan mas eu tenho medo de crescer. Esse pensamento e sentimento todo me brota várias vezes, e cada vez bate menos forte. Menos doído. Como se cada vez que eu pensasse, o lado que quer continuar lutando fica mais fraco, e o lado que quer desistir, mais forte. E talvez isso seja estar crescendo. Um professor meu de história uma vez disse que era foda, ele tinha 25 anos, acho, e disse que já sentia a fita de estar ficando adulto, e que era foda. Talvez fosse disso que ele estava falando. Talvez ele só tivesse falando que tava careca muito cedo. Mas prefiro pensar que não.
A coisa é que eu não sei mais se quero continuar torcendo pro lado que continua lutando ou pro lado que quer desistir e tocar a vida. Toda vez que bate esse pensamento e sentimento todo eu sinto que tou torcendo mais pro lado que quer aceitar a bosta e tocar a vida.
Desculpa, eu tou te deprimindo.

Olha, eu fico deprimido por vários motivos, com várias coisas, pequenas ou grandes, quase todo dia, mas você conseguiu.

É, desculpa.

Mas, sabe, eu não tou exatamente triste, deprimido sim, mas não triste. Não é a mesma coisa.
Eu me identifiquei com a sua luta interna. E acho que isso me faz me sentir, na verdade, bem. Saber que você luta assim também meio que me faz me sentir, digamos, menos sozinho. E isso acaba que me faz sentir bem.

Me faz sentir bem também.
Vem na cabeça aquela música do Judas Priest, United. Que sempre me fez sentir bem. Aí eu fico pensando se a união dita assim como na música é como ''estar junto'', como ''lutar junto''. E não tem como saber se é mesmo ou não...

... e o fato dessa segunda pessoa do meu diálogo ser só imaginária me faz sentir triste. Bem triste, não só deprimida, triste também. Bastante.




                                                                                                                                         - BHK2015

sábado, 18 de abril de 2015

A barata que me entrou pela janela

Mêu, e essas pequenas loucuras da vida
Vim dormir na sala e sei que vou ser devorada por pernilongos.
Fugi pro bar e sabia que mamãe ia me encher o saco.
Encontrei os amores e fritei que quero sempre mais.
Voltei pra casa e vou ser devorada por pernilongos.

Mas e aí? E agora?

E aquela sinuquinha que eu queria que rolasse no bar fechado?
E o rolê que eu queria fazer mas mamãe vai me sequestrar pra são paulo?
E esse apitar do meu ouvido que me enche o saco que não tem nem um ritmo pra me alegrar?
E aquele livro que ta dominando meu dia a dia que tá representando a minha vida muito bem?
E aquele cara que tá lá e não tá lá?
E aquela amiga que tá lá e tá sempre lá?
E aquele b.o. que fica em casa e mora com você?
E aquele apitar que muda o ritmo e não me alegra?

A fita é que a barata era só paranóia, eu vou ser devorada por pernilongos.




sábado, 7 de fevereiro de 2015

Moron strikes again.

I just stopped to read her whole message. As I imagined I regret it.
She asked me Why.

I can't just say ''honestly, I also forgot Why''

I mean.... that was probably the only thing I really managed to forget. Every time I talk to people about almost anything slightly important she comes to my mind and I mention her to people like 'that best friend I don't talk to anymore'. Some of my friends already know her name.
I live in a house with a couple of friends in Campinas now. Sometimes when I'm there I just think of how awesome would it be if she could be here with me. And then I get sad.

But after all this time I don't think we would even manage to have a friendship. I changed into something I know she sort of hate. Only in futile details, I think. I mean... I've been wearing colorfully now. I'm listening to happy and meaningless music, not only heavy progressive rock. I hang out with some sexist friends who are kinda stupid, like, she would be too much cool for them. Also, she was that loner, liked to have just a few friends. I have a bunch of friends now. Some I live with. Some of my class. Some of my bar. 3 or 4 major groups of friends. I get along quite well with most of them. And she was always so jealous of people I fell in love with and of people I called close friends that she refused to become friends with them... although there's Ken, whom she's still friends with, I guess.
If I could bring her back to my life I'd want her to be friends with my friends. And I don't think that's even possible. I don't know.

Maybe I just don't know how to get things right after one full year apart.

I sometimes see myself wondering how is she doing with her live. Wonder if she's still with that boyfriend. With that band. With that dog. With those parents. I even consider asking some things to some of her friends I think she still talks to. But then I just give up.

I just don't have the guts to talk to her, to search her.

There is one thing she did that really hurt me. Nowadays I think I overreacted, I don't know.
I spent 3 and a half years away, out of town, I lost all friends from São Paulo. Then I finally get back. Back to town, we were in the same city again, what she claimed to be missing. - actually, she said I didn't travel for her as she traveled for me. And there was once I traveled for that guy I was in love with, not only for her. And then I end up not going to find him but whatever - and there was I, in a city I had only her, and she decided to be mad at me. To avoid me. Leaving me with poliedro and my depression. It was horrible. Awful. Painfull. I started walking around with people I didn't really like because otherwise I would just be literally alone.

I never got over that.
But now it doesn't seems to be reason enough. So I guess I just don't really now Why.




Miss you

Moron












domingo, 8 de junho de 2014

What am I fucking doing with my life?

I'm about to wake up my sweetie roomate with the typing.
it's fucking sevem a.m..
She's going to kill me, ... and I sort of hope she really does.

I don't have much to say. Of course, since I haven't being doing much with my life.
One day my name will be in dictionary to define Loser.

People have kids to take care of, people have moms with cancer, people work to pay their gas, people study to change the world, people go to africa, people go around everywhere even if it's just to do nothing.
And what do I do?
I come home from the bar at 3 a.m. and stay in bed doing absolutely nothing but breathing and coughing till six in the afternoon. Then I beg my roomie for a pizza and a bottle of soda causa I haven't eaten all day. And so I stay sit in bed, I whatch some episodes of some series on a stolen netflix account till 7 FUCKING A.M. ON THE FOLLOWING DAY.
... Ha, And I still hope to change the world.

Seriously, what is wrong with me? Are there pills to cure lazyness?

I'm sorry, buddys. I know it's for justice, for people rights but I fucking miss my classes.
It's the only shit I've done with my days that made me feel usefull.

I have laundry to do, I don't fucking have clothes left to wear... seriously, I'm using dirty ones.
fuck.... what's wrong with me?

I'ts just so sad to be writing this crap.

I've got like a hundred empty shits of marlboro on my bag and I wonder why I'm coughing.
I'm just a moron.
Time to start introducing myself like that.

With love,

Moron.




segunda-feira, 2 de junho de 2014

Utopia

> Hoje me deu necessidade de dissertar sobre a utopia.
Provavelmente já fiz isso antes, aqui no blog mesmo talvez, anyway, vai de novo. Whatever. <

Iniciando a questão com a teoria da equação de Clapeyron, aquela super útil que só funciona com gases que não existem, os gases Ideais.
A ciência que a gente chama de exata tomou a liberdade de se dar o poder de inventar certezas impossíveis e decidem estudar as coisas em planos inexistentes com as condições ''ideais''. Ideais estas pra que os estudos da ciência ''Exata'' funcione como se quer.
Isto é, ideal que estas sejam as circunstâncias [inexistentes no plano real] pra que a lógica deles faça algum sentido. E a partir dessa ''lógica'' dá-se a esta ciência confusa o título de Exata.
Claro, bem exata quando desprezadas todas as condições reais da natureza e consideradas apenas as condições baseadas restritamente na ciência matemática - ciência esta que foi totalmente produzida pelo humano - a única que realmente funciona completamente em si mesma.

A questão é que esse uso que a ciência exata fez do termo Ideal quebrou, no meio social, a noção essencial do que é efetivamente algo Ideal. Ideal é, efetivamente, aquilo que deveria ser. Ou seja é algo a se buscar, almejar, procurar. Quando se diz que uma coisa é Ideal não quer dizer simplesmente que ela não existe - muito menos que é impossível - mas também que deveria existir, pode até ser necessária.

Uma utopia é basicamente um sistema de convivência social Ideal. Não é um mundo mágico impossível, não é uma coisa inatingível, não é um sonho pra ficar meramente no campo das ideias. É um Ideal a ser almejado, e o objetivo pelo qual se deve trabalhar para atingir.

O uso do termo ''utópico'' como sinônimo de inexistente, impossível, ou impraticável me soa definitivamente errôneo.  Me incomoda profundamente, eu como sonhadora não me importaria de ser chamada de utópica se as pessoas não atribuíssem á palavra tal conotação pejorativa. 
Eu sou mesmo utópica, não apenas porque sonho com um mundo que ainda não existe, mas porque acredito na possibilidade, ainda que remota, de que algum dia ele exista, e tento lutar por isso.